Angariar dinheiro
Podes começar um projeto sem cofundador?
Podes, e muitos projetos começam assim. Mantém a primeira versão pequena o suficiente para a fazeres por tua conta, paga as competências que te faltam um trabalho de cada vez e deixa quem a quer financiá-la antes de existir. Um cofundador pode chegar mais tarde, quando já souberes que lacuna vem tapar.
O que te custa avançar sozinho?
Todas as decisões são tuas, e as semanas más também. Ninguém revê o que pensas antes de avançares, e as competências que não tens continuam a faltar até as encontrares noutro lado.
Mas também ficas com muito. Avanças ao teu ritmo, a empresa fica toda para ti e não há sócio com quem te zangares. Há bons projetos que precisam exatamente disso.
Como preenches as lacunas sem um sócio?
Um trabalho de cada vez. A maior parte das lacunas pede umas semanas de trabalho de alguém, não um sócio durante anos:
- Um freelancer para um trabalho fechado: o logótipo, o primeiro lote, o site.
- Uma hora de conversa com um conselheiro, quando a decisão vai além do que sabes.
- Uma comunidade de pessoas que fazem coisas parecidas, para pores as tuas ideias à prova.
- Uma primeira versão mais pequena, que pede menos competências para começar.
Paga cada trabalho uma vez e põe por escrito o que combinaram. Dar uma parte da empresa é a forma mais cara de pagar um logótipo.
Como podem os apoiantes ajudar quem cria por conta própria?
Financiam a primeira versão antes de ela existir. Uma campanha com recompensa funciona como uma pré-venda: as pessoas pagam agora uma coisa que vais fazer, e levantas os fundos quando atingires a meta. É assim que funciona uma campanha na CoFunders, e como financiar um projeto paralelo mostra como manter a primeira versão pequena.
Os apoiantes trazem mais do que dinheiro. As perguntas deles mostram o que as pessoas querem mesmo, e cada um pode falar do projeto a um amigo. Também podes pagar uma recompensa de partilha até 18,5% de cada apoio a quem te traz um apoiante pelo seu link.
É tudo ou nada, por isso põe a meta no custo da primeira versão, e não mais acima. O planeador de meta faz as contas com as comissões incluídas.
O que acontece aos teus apoiantes se a meta falhar?
Se a meta não for atingida até ao prazo, recuperas o teu apoio da garantia com um toque, e ninguém tem de o aprovar. O que volta é o montante guardado para ti: o teu apoio menos as comissões cobradas quando apoiaste (a comissão da plataforma, a comissão fixa, a gorjeta e a recompensa de partilha que a campanha pague, se houver).
Quando é altura de trazer alguém?
Quando uma lacuna trava o passo seguinte e pagá-la à peça já não chega. O trabalho pode ter crescido para lá do que uma pessoa consegue fazer, ou a competência que falta pode ser o centro do próprio produto.
Nessa altura já tens o que mostrar: apoiantes que pagaram, uma primeira versão e o que as pessoas te disseram sobre ela. É isso que um bom cofundador quer ver, e ficas muito mais bem colocado para o encontrar.
O teu próximo passo
Escreve as lacunas da tua primeira versão e quais delas o dinheiro resolve. Depois lê o que mostrar a um futuro cofundador e põe o custo da primeira versão no planeador de meta.