Respostas
Respostas diretas sobre financiamento colaborativo
As perguntas que as pessoas fazem antes de apoiar seja o que for, respondidas numa frase cada uma e depois explicadas. Nada aqui lhe está a tentar vender um projeto.
O que acontece ao seu dinheiro se uma campanha não atingir a meta?
Recebe de volta o seu apoio em garantia. Na CoFunders o apoio nunca chega sequer ao criador: fica retido por um programa numa rede pública e, se a meta não for atingida até ao prazo, qualquer apoiante pode levantar o que ficou retido para si. As taxas pagas ao apoiar não são devolvidas.
Posso ser reembolsado no financiamento colaborativo?
Às vezes, e a resposta honesta depende inteiramente de a campanha ter atingido a meta. Meta falhada: sim, o seu apoio em garantia, com um toque; as taxas pagas ao apoiar não são devolvidas. Meta atingida: não, porque o dinheiro já está com o criador.
O financiamento colaborativo é seguro?
O seu dinheiro está protegido da plataforma e de o criador lhe tocar antes do tempo. Não está protegido de o projeto falhar, e nenhuma plataforma o consegue garantir. São dois riscos diferentes e são confundidos constantemente.
Quanto cobram as plataformas de financiamento colaborativo?
A maioria fica com 5% a 8% do que uma campanha angaria, somando a taxa da plataforma e o processamento de pagamentos. A CoFunders cobra 1.5% no plano gratuito, até 0.5%, mais 0.99 por apoio.
O financiamento com recompensa é um investimento?
Não. Apoiar um projeto não lhe dá qualquer participação, capital ou direito a lucros. O máximo que pode receber é a recompensa que o criador ofereceu, e não existe qualquer retorno financeiro.
O financiamento colaborativo é regulado em Portugal?
Sim. A Lei n.º 102/2015 define o regime jurídico das quatro modalidades de financiamento colaborativo em Portugal, e a Lei n.º 3/2018 acrescentou o regime sancionatório. A autoridade que supervisiona depende da modalidade.
Qual é a diferença entre financiamento colaborativo e um donativo?
Um donativo não lhe dá nada nem espera nada em troca. Um apoio com recompensa obriga o criador a entregar aquilo que descreveu. A lei portuguesa trata-os como duas modalidades separadas precisamente por isso.
Quem recebe o dinheiro quando apoia um projeto?
Ninguém, à partida. O seu apoio entra numa conta de garantia em cadeia, não vai para o criador nem para nós. Só chega ao criador se a campanha atingir a meta, descontando a taxa da plataforma e os 0.99 fixos por apoio.
O que significa dinheiro retido em garantia no financiamento colaborativo?
Significa que o dinheiro fica com um terceiro neutro até uma condição acordada se verificar, em vez de ir diretamente para quem está a angariar. Na CoFunders esse terceiro é um programa numa rede pública, não uma empresa.
Como identificar uma burla de financiamento colaborativo?
Procure uma pessoa identificada que exista noutro sítio, um plano suficientemente específico para poder estar errado, e um retorno prometido. Faltarem os dois primeiros e existir o terceiro é o padrão que quase todas as burlas partilham.
CoFunders é o mesmo que cofundadores?
Não, e também não é um erro de escrita. CoFunders vem de co e funders — as pessoas que financiam um projeto em conjunto. É uma plataforma de financiamento colaborativo com recompensa, não um serviço para encontrar cofundadores, e apoiar uma campanha não lhe dá qualquer parte da empresa.
E se o criador nunca entregar a recompensa?
A garantia não cobre isto, e a de nenhuma plataforma de financiamento colaborativo cobre. Assim que uma campanha atinge a meta o dinheiro é libertado para o criador e o caminho do reembolso fecha definitivamente — a proteção aqui é contra uma campanha que não financia, não contra uma que financia e depois desilude.
O que acontece ao seu dinheiro se a CoFunders fechar?
Os apoios não são guardados por nós, por isso não há nada de seu no nosso balanço que possa perder-se, ser congelado ou distribuído por credores. Ficam numa conta controlada por um programa numa rede pública, e as regras que os libertam continuam a funcionar quer esta empresa continue quer não.
É preciso uma carteira de criptomoedas para apoiar um projeto?
Não. Entra com um endereço de email e uma carteira é criada para si em segundo plano — não há frase de recuperação para guardar, nem extensão para instalar, nem conta numa exchange para abrir. A maioria de quem apoia uma campanha aqui nunca pensa no assunto.
Como pode pagar um apoio?
Por cartão, ou transferindo dólares ou euros digitais que já tenha. O apoio mínimo é de $10, e o que a campanha recebe é o valor enviado menos 1.5% mais $0.99 no plano gratuito do criador.
O que acontece se uma campanha angariar mais do que a meta?
Continua, e o criador fica com o excedente. Passar a meta não encerra a campanha — encerra a janela de reembolso, porque a partir desse momento o dinheiro está comprometido a ser libertado e não devolvido.
Como se lança uma campanha de financiamento colaborativo?
Descreve o que está a fazer, define o valor que o torna possível e um prazo, e diz o que os apoiantes recebem. Não há nada a pagar para abrir uma campanha aqui — a comissão sai do que angariar, e só se angariar.
Quando é que o criador recebe mesmo o dinheiro?
Depois de a campanha atingir a meta. A instrução de pagamento recusa correr antes disso, por isso não há acordo, exceção nem pedido de apoio que liberte fundos de uma campanha que não financiou.
Quanto tempo deve durar uma campanha?
Cerca de trinta dias para a maioria dos projetos. As campanhas angariam quase tudo na primeira e na última semana, e o meio achatado de uma campanha longa serve sobretudo para dar mais tempo a perder o ímpeto.
É preciso ter empresa para lançar uma campanha?
Para abrir uma aqui não — um particular pode lançar uma campanha. Se deve é outra questão, e depende de impostos e responsabilidade e não dos nossos requisitos.
Paga-se imposto sobre dinheiro de financiamento colaborativo?
Normalmente sim, para o criador. O financiamento com recompensa é em regra tratado como receita e não como donativo, porque quem apoia recebe algo em troca — que é exatamente a distinção que interessa às autoridades fiscais. Não retemos nada, por isso chega o valor completo e a obrigação é sua.